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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pregadores precisam de ajuda para comunicar melhor. Não é pecado admitir.

Na última sexta-feira fui a um evento de jovens uma Igreja Presbiteriana em São Paulo. Ouvi um típico sermão fora de contexto. Na essência, o pregador estava correto. Falou sobre unidade e como o povo de Deus deve adorar em conjunto, independentemente de idade.

Soou anacrônico. Críticas (discutíveis) às igrejas só de jovens. Mais uma vez assisti a um discurso contra comunidades como a Bola de Neve. Não vou discutir se os ataques foram ou não justos. Injusto foi submeter à exortação um público que pouco tem a ver com a realidade das supostas igrejas “só de jovens” – se é que existe alguma.

Parecia aquele professor que não deixa o menino atrasado entrar na sala de aula e logo depois dá um discurso sobre pontualidade. Ora, aqueles que estão dentro da sala são os pontuais. Não precisam ouvir aquele sermão.

No sábado, em conferência que o Christian Post cobriu no Reino Unido, o pastor Stephen Gaukroger falou algo que vem ao encontro deste episódio – motivo, inclusive de uma série de posts sobre sermão neste blog:

"Há pessoas aos montes em nossas igrejas que precisam desesperadamente de ajuda em suas maneiras de pregar. Acham que sabem fazer sermões, mas falham em ser atraentes, bíblicos e bons comunicadores"

Em drops sobre sermão, sempre publicaremos dicas rápidas de bons pregadores para ajudar quem quer ser ajudado a falar melhor em público, comunicar o Evangelho com mais eficiência.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Marketing pode melhorar os sermões

Se para Sam Giere, noção de mundo gera um bom sermão, para Kevin Hendricks, teríamos pregadores muito mais eficientes se nossos pastores estudassem técnicas de comunicação em público e marketing.

Hendricks é diretor do Laboratório de Comunicação para Igrejas nos EUA e responsável pela inserção da Associação Evangelística Billy Graham na Internet. Ele é um de uma série de pessoas que tenho entrevistado, em busca de bom material sobre desafios para a comunicação do Evangelho.

Aqui você vê um pequeno trecho da entrevista, que em breve será publicada na íntegra em outro espaço.

"Ouviríamos melhores sermões nos domingos se pregadores estudassem marketing? Não tenho dúvidas. Eu bloguei no ChurchMarketingSucks sobre um site chamado Pesentation Zen. É uma ferramenta sobre como fazer melhores apresentações em público. Eu argumentei que as mesmas dicas se aplicam à pregação. Se pastores se aprimorassem, usando técnicas comprovadas de apresentação, veríamos melhores resultados e pregações mais envolventes"


Estes dias estava pensando que ninguém prega mal porque quer. Todo pastor deseja pregar bem, ou não? Acho que o problema não está em pregar bem ou mal. É estarmos satisfeitos com aquilo que pregamos, com o modo, com o método. Conformados.

Na verdade, deveríamos perceber que sempre há espaço para melhorar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Poema do cristão cult pós-moderno

Baseado nas 10 atitudes para tornar-se um cult da espiritualidade pós-moderna, postado por Genizah, via Teologia Pentecostal via Pastor Julio Soder.

Cabe aqui a manifestação de que provavelmente me encaixo em boa parte do que dizem ser um "cult da espiritualidade pós-moderna". Gosto dos livros do Brian McLaren, por exemplo. Entretanto, acho saudável a crítica de muito do que faço.

Poema do cristão cult pós-moderno
(por Victor Fontana)

Eu prefiro ser
Uma metamorfose ambulante
Inda que eu caia
Num oximoro ululante
Porque entre ortodoxo
E heterodoxo
Sou mais o paradoxo
Sou parte da maré
Que rema contra a maré
É moda ser contra a moda
Você sabe como é
Sou a igreja sem religião
E quando de mau humor
Sou sem Cristo um cristão
Prego tolerância e amor
Com ódio e transgressão
Ofendo e escandalizo
Em nome da missão?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A visão de Walter Brueggemann sobre a relevância da nossa mensagem

Recentemente, troquei e-mails com o Dr. Walter Brueggemann, em busca de uma visão lúcida a respeito de comunicação, púlpito e pós-modernidade. Já esperava bons insights de um homem com um currículo como o dele, mas fiquei particularmente impressionado com a seguinte frase:

"Temos que manter a nossa fala próxima da realidade e distante de toda a abstração. Temos que evitar a coerção. Simplesmente possuímos uma verdade diferente para dizer a respeito das nossas vidas e devemos contar isto para que as pessoas vejam o quanto há de relevância. A igreja tem sido muito distante da realidade vivida, enquanto a Bíblia nunca é remota".


Com isto, ele me respondeu à pergunta: como fazemos para que a nossa mensagem se destaque no meio de tanta informação que recebemos nos tempos atuais? Como ser relevante?

Quanto conteúdo em tão poucas linhas. Vou organizar isto em rápidos tópicos:

- Manter a fala próxima da realidade, distante da abstração. Já reparou como alguns sermões são chatos e longos, com explanações de conceitos complicados que chegam a doer no ouvido? Conceitos são bons, mas devem estar próximos do nosso cotidiano. Que tal usar uma história bíblica que ilustre um conceito e mostrar como esta história se repete na nossa vida?

- Evitar a coerção. "Jovem, pense no seu namoro! Desse jeito você vai para o inferno!". Evite esse tipo de frase. Sermões são mais úteis quando nos apontam uma alternativa viável ao mal. Simplesmente apontar o que é errado é muito fácil. Difícil é encorajar a fazer o bem.

- Contar a verdade. Jesus sabia que a verdade era um caminho poderoso para a relevância. Tanto que vinculou a santificação dos discípulos ao conhecimento da verdade na oração sacerdotal (João 17.17).

- A respeito de nossas vidas. Não existe relevância no nosso discurso se não vivemos aquilo que pregamos. Brueggemann é genial quando diz "verdade a respeito de nossas vidas" e não apenas "verdade sobre a vida". Evangelho bom é evangelho vivido.

- A Bíblia nunca é remota. Walter Brueggemann é um dos maiores estudiosos do Antigo Testamento que o mundo protestante já conheceu. Para ele, é natural afirmar que a narrativa da Escritura diz muito ao nosso cotidiano. Ele tem razão. Problemas entre pais e filhos, desigualdade social, preconceito, questões econômicas, discussões sobre Direito e Estado, entretenimento. Está tudo lá.

*Walter Brueggemann é autor de mais de 60 livros. O mais famoso deles no Brasil é provavelmente Imaginação Profética. Ele coleciona títulos acadêmicos e tem como trabalho mais notável o de professor de Antigo testamento por mais de uma década no Columbia Theological Seminary.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sermão do Monte e o verdadeiro Fim dos Tempos


Esse post é em resposta a um edificante comentário de Rachel em uma postagem mais antiga deste blog.

Ainda tem povo de Deus por aí. Gente que sente falta de um pedaço de "novo" que não temos porque não chegou o tempo.

Ainda não é a hora da Nova Jerusalém. Enquanto estamos por aqui, temos um lugar para viver, mas ficamos sem um lar. E é não mais que natural a vontade de ir embora.

Essa vontade de sair deste sistema aumenta quando percebemos que não damos conta do recado. Que esse corpinho de carne atrapalha. Que esse mundo enoja. Que fazemos o mal que não queremos e deixamos de fazer o bem que desejamos.

Por enquanto, Reino de Deus é desenho. É imaginação. Ele existe num imaginário que faz duro contraste com o falsário "mundo real" que nos cerca.

Se o reino é imaginação do Artista, nós somos a obra. E assim, temos que remeter ao que Ele imaginou.

Então, o desejo de ir embora nos leva a uma necessidade de ficar. É um paradoxal ciclo virtuoso. Em que o mesmo princípio ativo que nos leva a querer ir embora, nos dá um sentido de urgência. Uma sensação de tarefa incompleta. Um senso de dever.

Quem tem saudades da cidade que nunca visitou, tem sede de justiça. Tem ímpeto por transformação social. Transborda em amor. É mensageiro de paz. Chora com os que choram. É mansidão com seus agressores. É perseguido e quer ir. Mas é luz e quer ficar.

O quadro foi pintado para ser olhado. Nossa missão é sermos observados e fruídos. Parafraseando o Mestre: Somos "uma cidade sobre o monte, que não pode ser escondida".

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Saudade do que está por vir

Como será que é possível ter saudade de um lugar em que ainda não se esteve? Nessa maluquice de viver um cristianismo de verdade, a gente fica pra lá de deslocado, porque o doce lar para a criatura que é feita nova tem que ser uma nova cidade.

Por enquanto a gente vai fazendo do mundo velho algo um pouco mais próximo da Nova Jerusalém, se realmente vivemos em novidade de vida.

Saudade
(por Victor Fontana)

Me explica a saudade
Da cidade
Que ainda não visitei

A falta que tenho
Do desenho
Que só experimentei

Na ação do meu amigo
Mais chegado que irmão
No conforto, no abrigo
De um povo sem nação

O que vivi foi esboço
Fruto do esforço
Sobre águas de um vento
Apesar de mim, de meus intentos

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Evangelizar ou Cristianizar?

Palavras de Ariovaldo Ramos ao podcast do irmaos.com:

"O pior é o uso inadequado do termo evangelizar. O que eles fazem é proselitismo. Eles não querem comunicar Jesus. Querem trazer o cara para a religião deles.

Não foi isso que Jesus fez. Cristo nos ensinou a comunicá-lo. Então, quando a gente resolve comunicar Jesus, a gente resolve falar de justiça de amor, de liberdade, de paz, de transformação social, a partir de um grande exemplo.

Um exemplo que é mais que um homem que triunfou na história, mas é Deus que se fez homem, pra gente se fazer homem de verdade."

Será que 'eles' sou eu? Minha reflexão desta vez é: será que não sou eu mesmo o maior desafio para a comunicação do evangelho?

Será que não sou apenas alguém tentando convencer os outros a se comportarem como eu me comporto? Será que não estou impondo cultura em vez de transmitir uma mensagem de salvação e libertação?

O maior desafio para a comunicação do evangelho não é técnico, nem ético, nem epistemológico. É teológico. Passa por uma total anulação do 'eu'. Passa pelo reconhecimento de uma dura e calvinista depravação total.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um olhar comunicador sobre o sermão (Reflexão sobre Andy Stanley)

"Tudo que pode ser dito pode ser dito de maneira simples" (Wittgenstein)

"Pregar é simples. Ao complicar, fazemos um desserviço a nós mesmos e a quem nos ouve" (Andy Stanley)

Continuando a conversa sobre desafios para a comunicação do evangelho, li algo esta semana que vale a pena compartilhar. Em entrevitsa a Ed Stetzer, o pastor Andy Stanley fala sobre o sermão sob o olhar de um comunicador.

Ele fala, sobretudo, em como alcançar a atenção de uma audiência que não quer necessariamente ouvir sobre o que você tem a dizer. Em concordância com muito que tenho ouvido aqui no Brasil - essencialmente de Marcelo Gualberto e Marcos Botelho - Stanley enfatiza a importância de se contar histórias.

Histórias no lugar de conceitos e teses. Uma história para ilustrar um ponto, um conceito. Encontrar uma mensagem importante, aquilo que o receptor não pode sair do culto sem ouvir e, então, enfatizar este ponto.

De grande novidade gostei de ouvir alguém falar contra o senso comum de que uma mensagem tem de ser necessariamente rápida. Para Stanley a duração da mensagem deve ser equivalente à quantidade de tempo que o comunicador consegue prender a atenção do público.

Veja algumas das declarações de Andy Stanley sobre sermões (na íntegra a entrevista deu sete páginas de Word):

Pregação em pontos - É um péssimo modelo. Pontos não são uma viagem de um lugar para outro. Pontos são pontos. Comunicação é: todos temos necessidades comuns e eu não vou sair daqui até fazer você sentir que elas têm de ser resolvidas. Então, depois, abrimos a Palavra e resolvemos.

Excesso de informação - Vejo algumas pregações e penso: "Pobre pregador. Passou a semana inteira se preparando e ele tem três sermões em um só. Isso na verdade deveria ser uma série. Todo mundo vai voltar na semana que vem, então não precisa aglutinar tudo em uma mensagem nesta semana."

Estratégia - Temos de ter metas específicas: "quero que eles conheçam algo", ou "quero que eles façam algo", ou "quero que eles mudem algo". Então, falo 35 ou 40 minutos apenas palavras com aquele objetivo específico.

Paixão por pregar - Você tem que imaginar um jovem de 21 anos sentado no fundo dando à igreja mais uma chance. Em que parte ou o que na sua mensagem contém aquela paixão que vai alcançar e agarrar o cara e dizer: "você não vai sair daqui sem me ouvir."

Estou tentando entrar em contato com o Stetzer para que ele me autorize a simplesmente traduzir o material e postar paulatinamente aqui no blog. Por enquanto, se você entende bem inglês pode curtir as entrevistas na íntegra clicando aqui.

Andy Stanley é autor do livro Communicating for Change, em que trata de como comunicar, do púlpito, a revelação de Deus.

A charge deste post é de Jasiel Botelho. Para mais delas, clique aqui.

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Desafios para a comunicação: dinheiro resolve?

Depois de publicado o post sobre desafios epistemológicos para a Comunicação do Evangelho, poderíamos caminhar rumo aos desafios éticos e técnicos. Antes disto, queria tratar de uma indagação que carrego.

Dinheiro resolve os nossos problemas? Altos investimentos poderiam suprimir a necessidade que a Igreja tem de se reinventar e de reformular sua linguagem?

Segundo reportagem da Associated Press nesta quarta-feira, as denominações tradicionais dos EUA parecem acreditar que sim. Investimento resolve.

A matéria mostra alguns números preocupantes. Entre eles, um que confirma a "pós-cristianização" da sociedade norte-americana. De acordo com a pesquisa, a parcela protestante histórica na população dos EUA caiu de 18,7% em 1990 para 12,9% em 2008.



O vídeo acima faz parte de uma campanha publicitária de US$ 20 milhões da Igreja Metodista dos EUA. O conceito completo você encontra no site: http://www.10thousanddoors.org.

Podemos estar diante de um marco na história da comunicação evangélica. Entretanto, arriscaria meu pescoço em dizer que o sucesso dos metodistas dependerá mais de uma reformulação de linguagem (epistemológica) do que do montante financeiro investido no projeto.

Quem visitar o site e tiver um bom inglês, notará uma preocupação sensível com a busca de uma linguagem mais cosmopolita. Já é um primeiro passo.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Janires e a poesia das missões urbanas

Talvez falar de Janires já 20 anos depois de sua morte seja um clichê. Entretanto, creio que não haja melhor síntese do que é fazer e observar missões urbanas do que esta:



É interessante que, ao longo da história humana, caminhemos de um jardim para uma cidade. Intrigante que os ministérios de Cristo e de Paulo tenham sido pelo meio das metrópoles da época. Decepcionante que algumas lideranças cristãs atuais ignorem os centros urbanos como campo missionário.

Janires descreve com maestria a situação da cidade "atrás da fumaça" e no meio da escuridão, causada pela nuvem de poluição, aponta para uma luz de um novo lar. Urbano. Uma Nova Jerusalém.

Para saber mais sobre Janires, clique aqui. Ou assista ao vídeo de Marcelo Gualberto:

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Piadas que Jesus contou



Para assistir com legendas, ative o comando na setinha do lado direito do player ou clique aqui.

Antes ou depois de ver o vídeo, desça com a barra de rolagem, vá até o post do Cheetos e dê uma olhada na imagem. Se quiser rir, pode. Não é pecado.

Sem entrar em teoria sobre "Desafios para comunicação do Evangelho", aqui vai uma dica prática: humor funciona! Jesus usou esta arma.

Agora me despeço. Tenho que ir ao banheiro. Puxe o meu dedo.

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Desafios para a comunicação do Evangelho



Infelizmente, o leitor tem que entender inglês para aproveitar o video completamente, mas acho que vale a tentativa, mesmo que você não seja um expert na língua.

Eu costumo dividir os desafios para a comunicação do Evangelho nos nossos tempos em três categorias: desafios de ordem epistemológica, desafios de ordem ética ou de ordem técnica.

Vou tratar com mais clareza de cada um deles durante as próximas semanas.

Mas como introdução, assista a esse vídeo e pense: a Igreja está preparada para disseminar o Evangelho fazendo o uso de toda esta revolução técnica?

Em que medida temos de remodelar a nossa linguagem para sermos compreendidos nesse mundo da "nova comunicação"? Quais são os fatores principais dentro de uma ética da comunicação no mundo pós-moderno?

Já adianto que não tenho resposta para tudo. Por enquanto, curtam o vídeo.

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terça-feira, 8 de abril de 2008

A boa notícia

O fazer jornalístico e o cristianismo são duas coisas difíceis de serem conciliadas. Quantas vezes eu me flagrei pensando assim. Ultimamente tenho pensado como deve ser difícil ser pedreiro e ser cristão, ser vendedor e defender o cristianismo ou ser um psicólogo acreditando nos valores do Evangelho.

O que me incomoda como jornalista é a perseguição injusta que muitas vezes sofremos nos púlpitos e conversas entre cristãos. É ser tachado de instrumento do Diabo, simplesmente por dizer a verdade – ou buscar dizê-la.

Leitores, não se enganem, não há complô da mídia contra os evangélicos. O que houve foi, durante algum tempo, um posicionamento antagônico à IURD por parte da maior empresa de comunicação do nosso país.

Ora, quem se posicionar contra os atos de IURD, Ricardo Teixeira, Fernando Collor, Delúbio Soares, Paulo Maluf, Eurico Miranda, terá meu apoio. São todos a mesma corja.

Leitores, não se enganem. A mídia exagera os escândalos no meio evangélico? Eu não ficaria surpreso em descobrir que há muita maracutaia que a imprensa não foi capaz de revelar.

Num tempo das unções de Toronto, em que o povo é extorquido de maneira medieval; num momento em que pastores se utilizam de rádios piratas; em dias em que o evangelho é transformado em disangelho por pregadores inconseqüentes, eu me pergunto: quem é instrumento do Diabo?

Leitores, não se enganem. Quem quer revelar a verdade só pode estar contra o Diabo – Pai da Mentira. E a verdade é: muitos de nossos líderes abandonaram o Sola Scriptura faz tempo.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O mérito da forma

No último final de semana, conversava com um amigo meu, Marcos Botelho, do ministério Jovens da Verdade. Entre muita coisa legal, trocamos idéias sobre a importância dos formatos de propagação e pregação do evangelho. Parte da conversa foi breve:

"O importante é mantermos o bom conteúdo. As pessoas se preocupam com a forma, quando é o conteúdo o que importa", comentou ele sobre o preconceito que alguns têm com igrejas que se manifestam de maneira diferente do tradicional.

Eu repliquei: "Temos um problema, inclusive, de sacralizar formas que atrapalham o conteúdo, ou até vão em direção oposta".

Vou explicar aqui de maneira breve o que quis dizer naquela situação.

Existem alguns conceitos que pregamos com ênfase em nossos púlpitos, mas que, ao adotarmos determinadas estratégias, simplesmente minamos nossa pregação. Exemplo: Show da Fé, comandado pelo missionário R. R. Soares.

É possível que você guarde alguma crítica quanto ao conteúdo do que é pregado naquele programa de televisão, mas e a forma? Que mal há em transmitir um culto pela televisão?

A verdade é que este tipo de ação dificulta que compreendamos que o culto público é um ato coletivo executado por todos que comparecem a ele. A exibição televisiva contribui para uma recepção passiva, fazendo com que o telespectador seja o alvo do culto e não Deus.

A TV deve, sim, ser usada para alcançar vidas, mas a forma como vem sendo utilizada prejudica o conteúdo. Está aí um exemplo de como a forma pode atrapalhar o que pregamos.

O que devemos fazer é submeter a forma ao conteúdo. A forma tem de estar a serviço do conteúdo, viver em função dele.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Indignação sensível

Estamos entrando na terceira semana de 2008 e eu já estou cansado. Já me esgotei com as heresias e ventos de doutrina que têm se espalhado por aí e a minha indignação vale para o ano inteiro.

Mais ainda, eu fico passado com a maneira como muitos dos que conhecem a verdade se comportam. Como verdadeiros patrícios portadores do conhecimento, muito superiores à plebe que se deixa manipular e é apenas digna de escárnio.

Sou presbiteriano e tenho visto a cada dia um número maior de pessoas na minha denominação que esqueceu o que é depravação total. Eles se acham os grandes donos de toda razão e, pior, pensam ser dignos de algo por isso. Esquecem-se de que, se possuem algum conhecimento, o mérito é do Espírito Santo.

Façamos alguma coisa. Ao invés de escarnecer o ignorante, vamos nos empenhar em ensinar com amor e responsabilidade. Vamos orar (e como falta oração entre os presbiterianos) para que Deus se manifeste e traga a luz da verdade à parte de seu povo que tem sido manipulada.

Que possamos dar um basta às heresias e ventos de doutrina, mas que possamos também aniquilar a sensação de que fomos nós que fizemos algo.

Soli Deo Gloria.