Mostrando postagens com marcador Em busca de um Jesus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Em busca de um Jesus. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Eu gosto de chamar isto de relevância da cruz

Um Poema de Gióia Júnior:

INTERLÚDIO I

Ah! noite aquela em que Ele foi traído!
e foi abandonado e foi moído
por minhas transgressões! Ah! noite aquela,
dura e profunda, silenciosa e bela!
de uma beleza trágica e voraz!
De ti, oh, noite, vem a nossa paz...
De tua escuridão irrompe a luz
nasce o perdão, desperta a fé, emerge a cruz.

Relevância da cruz é o que eu acho que este poema deveria se chamar. Gióia, na sua genialidade, chamou de Interlúdio I.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

"What would Jesus tweet?" ou O que Jesus Twittaria?

Imagine: Deus se humilha novamente e volta a se fazer carne. Anda entre nós, como ser humano, neste início de século 21. O que Jesus Twittaria se estivesse andando por aí e acessando um PC em sua carpintaria? Ou talvez com um iPhone de algum discípulo depois de uma cura miraculosa?

A pergunta me veio depois de ler uma coluna intrigante de Gideon Rachman no Financial Times da última segunda-feira. Em um dos muitos bons insights do texto Um imperativo categórico para o Twitter, o jornalista britânico disse que muitos dos grandes filósofos poderiam usar os 140 toques para divulgar ideias centrais.

Segundo Rachman, a coisa seria mais ou menos desse jeito:

Marx: "Trabalhadores do mundo, uni-vos!"

Bentham: "A maior satisfação nos melhores números"

Kant e seu imperativo categórico: "Aja de acordo com a máxima de que você pode desejar que sua ação seja uma lei universal"

Maquiavel: "Os caras legais se ferram no final" - esta numa óbvia brincadeira reducionista.

E segue a pergunta:

- E Jesus? O que ele twittaria?

Talvez ele, bem como os filósofos acima, não twitasse nada demais. Talvez fizessem como algumas personalidades têm feito. "Indo para um encontro com Kofi Annan. Desejem-me sorte". Já pensou?

Ou Marx: "Engels acaba de tirar caca do nariz na frente de Steve Jobs. Hahaha". Voltando a Jesus: "Indo para Havana curar endemoniados. Havana, depois Negrill, depois Caracas. O mundo era menor há 2 mil anos".

O Twitter tem a capacidade agridoce de transformar gente irrelevante em fonte de informações importantes e de deixar irrelevante gente famosa e intelectual. Não acho que Jesus cairia na armadilha. Acho que seria um subversivo.

Acho que usaria o Twitter para ser simples. Ser objetivo e ser voraz contra o sistema. Mas isto é apenas o que eu acho.

O que Jesus Twittaria?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Evangelizar ou Cristianizar?

Palavras de Ariovaldo Ramos ao podcast do irmaos.com:

"O pior é o uso inadequado do termo evangelizar. O que eles fazem é proselitismo. Eles não querem comunicar Jesus. Querem trazer o cara para a religião deles.

Não foi isso que Jesus fez. Cristo nos ensinou a comunicá-lo. Então, quando a gente resolve comunicar Jesus, a gente resolve falar de justiça de amor, de liberdade, de paz, de transformação social, a partir de um grande exemplo.

Um exemplo que é mais que um homem que triunfou na história, mas é Deus que se fez homem, pra gente se fazer homem de verdade."

Será que 'eles' sou eu? Minha reflexão desta vez é: será que não sou eu mesmo o maior desafio para a comunicação do evangelho?

Será que não sou apenas alguém tentando convencer os outros a se comportarem como eu me comporto? Será que não estou impondo cultura em vez de transmitir uma mensagem de salvação e libertação?

O maior desafio para a comunicação do evangelho não é técnico, nem ético, nem epistemológico. É teológico. Passa por uma total anulação do 'eu'. Passa pelo reconhecimento de uma dura e calvinista depravação total.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Piadas que Jesus contou



Para assistir com legendas, ative o comando na setinha do lado direito do player ou clique aqui.

Antes ou depois de ver o vídeo, desça com a barra de rolagem, vá até o post do Cheetos e dê uma olhada na imagem. Se quiser rir, pode. Não é pecado.

Sem entrar em teoria sobre "Desafios para comunicação do Evangelho", aqui vai uma dica prática: humor funciona! Jesus usou esta arma.

Agora me despeço. Tenho que ir ao banheiro. Puxe o meu dedo.

.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Jesus em forma de Cheetos?


http://colunas.epoca.globo.com/bombounaweb/2009/05/19/casal-acha-salgadinho-com-a-forma-de-jesus/

Não quero aqui repudiar, nem recriminar o casal que achou o tal salgadinho. Nem reclamar do tipo de cobertura que a mídia deu ou dará o caso. Lanço apenas uma pergunta: Por que procurar Jesus em sinais no lugar de conhecer o que ele fez enquanto esteve na Terra (por meio da leitura do Evangelho)?

Qual Jesus queremos conhecer? Um comestível e salgado? Um comercial, como o Deus-menino da música natalina? Um sofrido e derrotado, como o pendurado em crucifixos?

Creio que Ele passou três anos (relatados, 33 vividos) na Terra e não foi por acaso. Acredito nisto: Ele está ao alcance de todos. Basta ler o livro mais vendido do mundo.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Um Jesus pictórico

Muitos têm buscado o Jesus histórico nos últimos tempos. Querem saber se podemos confiar nos relatos dos evangelhos canônicos, desejam compreender o que está escrito e como foram concebidos os apócrifos ou pseudo-epígrafos. Dizem: “E este novo evangelho de Judas?”.

O que me surpreende é que não vejo o mesmo entusiasmo na busca por um Jesus pictórico, talvez pitoresco. O Jesus gracioso, envolvente e cativante, do “deixe que venham a mim os pequeninos”. O Cristo das gravuras infantis, do sorriso paterno e da misericórdia infindável. O Messias que nega a possibilidade de subir ao trono e se doa e que é Senhor da inclusão, do amor, da justiça social.

No ‘mundo’, busca-se um Jesus histórico. Na ‘igreja’, se fala de um Emanuel abstrato, cuja importância está no nascimento, na morte e na ressurreição, muitas vezes relegando ao esquecimento seu ministério de três anos na terra.

Nas telonas do cinema, em cartaz, vê-se um Aslan, o pitoresco, a gravura, a expressão artística de um Emanuel vívido e vivido por C.S. Lewis. Um verdadeiro ‘Deus Conosco’, que mostra ao Príncipe Cáspian e aos outros aquilo que ele realmente quer: relacionamento sincero. No seu rugido, sua justiça. Na sua imponência de leão, o reconhecimento de quem, factualmente, ele é. Na ternura de atitudes e expressões, ainda que um selvagem felino, ele revela como o rei é cheio de misericórdia.

Leitor, sugiro que você visite a sala de cinema mais próxima e descubra como narnianos podem se assemelhar ao povo de Israel nos momentos do exílio. Como os telmarinos se assemelham à raça humana em muitos aspectos. Enfim, faça as suas próprias descobertas pictóricas.